22/02/11

Sporting 0 Benfica 2

Pura classe

A equipa de Jorge Jesus foi esta segunda-feira vencer (0-2) ao campo do Sporting, impondo toda a sua qualidade de jogo. Com 11 ou 10 jogadores em campo, o Sport Lisboa e Benfica provou que está cada vez mais forte e, por isso, o triunfo no dérbi acaba por ter um duplo sabor. É que, além dos três pontos, os “encarnados” superaram as adversidades do costume.
O regresso de Saviola foi a principal novidade de Jorge Jesus para o dérbi. Depois de ter falhado o jogo da Liga Europa com o Estugarda devido a castigo, o avançado argentino voltou a fazer dupla com Cardozo.
Sabendo da importância dos primeiros minutos para o desenrolar da partida, o Benfica entrou determinado em impor a sua qualidade de jogo, tal como o técnico Jorge Jesus tinha anunciado na conferência de imprensa de antevisão.
Com a dinâmica de ataque lhe é reconhecida, a equipa “encarnada” começou desde cedo a criar problemas ao sector mais recuado do rival. Gaitán, aos dois minutos, deu o primeiro sinal de perigoso. E foi dos pés do número 20 que nasceu o golo do Benfica na primeira parte. O argentino cruzou do lado esquerdo, Pedro Mendes, do Sporting, desviou o esférico e Salvio aproveitou para facturar (15’).
O Benfica continuou a controlar o desenrolar dos acontecimentos, no entanto, sem conseguir concluir as jogadas criadas com êxito.
Com o adversário a não conseguir incomodar a baliza de Roberto, o árbitro Artur Soares Dias começou a assumir protagonismo e dificultar a tarefa das “águias”. E, mais uma vez, o Benfica saiu prejudicado. É que Sidnei foi admoestado com um cartão amarelo inexplicável aos 40 minutos, o mesmo acontecendo aos 45. No segundo lance, o central brasileiro cortou primeiro a bola e só depois tocou em Yannick Djaló, situação que o juiz decidiu admoestar com segundo cartão amarelo e mostrar, assim, o cartão vermelho. É assim que vai a arbitragem portuguesa!
Com a expulsão injusta de Sidnei, Jorge Jesus foi obrigado a mexer na equipa, fazendo entrar o central Jardel para o lugar do avançado Saviola. Apesar desse revés, o Benfica continuou a ser de longe a melhor equipa no relvado e ter, assim, as jogadas de maior perigo.

Gaitán sentencia
O segundo golo acabou, no entanto, por surgir na sequência de um lance de bola parada. Após um livre de Carlos Martins, a bola sobrou para Javi García que serviu Maxi Pereira para um cruzamento no coração da área, onde apareceu Gaitán a rematar para a baliza de Rui Patrício. A bola sofreu ainda um desvio de Polga antes de entrar e confirmar, assim, o 0-2 (62’).
Apesar da vantagem de dois golos, os jogadores “encarnados” continuaram a passear a sua classe. O corte de Fábio Coentrão, aos 70 minutos, é um exemplo disso mesmo, tendo dado início a mais uma jogada muito perigosa da equipa. O número 18 prosseguiu com a bola, combinou com Gaitán e este colocou em Cardozo, que fez um chapéu muito perigoso a Rui Patrício.
A equipa de Jorge Jesus não ficou por aqui e voltou a ameaçar aos 81 minutos, altura em que Jara entrou na área e rematou para defesa do guarda-redes da casa.
Palavras para quê? O Benfica deu, mais uma vez, mostras do seu espírito de grupo, contrariando todas as adversidades criadas pelo árbitro Artur Soares Dias. Este elemento não esteve à altura do dérbi e exemplo disso é o facto de o jogador Maniche ter entrado aos 72 minutos e não ter visto nenhum cartão amarelo, após ter tido duas entradas perigosas sobre jogadores do Benfica. As imagens estão disponíveis para quem quiser comparar os lances de forma isenta.
Independentemente de tudo isso, o Benfica somou os três pontos e está agora a oito do primeiro classificado.
O Benfica apresentou a seguinte equipa: Roberto; Maxi Pereira, Luisão, Sidnei e Fábio Coentrão; Javi García, Carlos Martins (Airton, 65’) Gaitán e Salvio; Cardozo (Jara, 72’) e Saviola (Jardel, 45’).
Site Benfica


 
 

 










1 comentário:

  1. Julgo que foi claro para todos, que foi um derby com uma vitória incontestável do Benfica, sempre superior ao seu adversário com 11 e mesmo com 10 jogadores em campo, ficando nitidamente provada a superioridade actual de uma equipa perante a outra.
    A equipa mostrou úma capacidade incrível de reagir às mais variadas adversidades do jogo, um mérito dos jogadores claro, mas muito do seu treinador, que mais uma vez demonstrou que sabe ler como ninguém um jogo a partir do banco.

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